Jamil Zaki, investigador de neurociência social em Stanford, fala sobre o cinismo como uma força sistemática — e a empatia como ato de resistência.
Para Jamil Zaki, o cinismo não é um traço natural da personalidade humana: foi cultivado. Quem tem poder e quer manter o status quo tem todo o interesse em que as pessoas não confiem umas nas outras — porque uma comunidade sem confiança é fácil de controlar.

A empatia e a amabilidade podem ser um ato de resistência. Creio que a esperança também é um ato de resistência. Quando conseguimos resistir a essas forças que tentam separar-nos e, em vez disso, nos centramos no bom que os outros têm, não estamos a mudar quem somos, mas a voltar a quem sempre fomos.
— Jamil Zaki — Stanford Social Neuroscience Lab
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Autor
Rui Marques
Diretor Executivo, Relational Lab
