No AE da Batalha, uma das nossas Escolas Relacionais, um cartaz escrito pelos alunos do 9.ºA guardava a memória do Prof. Francisco com palavras de gratidão. Um convite a dizer obrigado — a tempo e horas.
Há dias, no AE da Batalha, uma das nossas Escolas Relacionais, deparei-me com este cartaz que despertou a minha atenção.

"Obrigado Stor Francisco", dos alunos do 9.ºA. Do seu professor recordavam características pelas quais eram gratos enquanto alunos. Diziam: "Ele acreditava em todos nós e fazia-nos acreditar em nós mesmos"; ou "estava sempre pronto a ajudar quando acontecia o que quer que fosse". Mas também recordavam, gratos, o seu humor divertido: "podes dormir desde que não ressones" ou "quem falar mal dos meus desenhos tem 2". Dele, recordavam igualmente palavras de esperança: "Vai correr tudo bem" — e sabiam que "ele preocupava-se com todos os detalhes".

Ele acreditava em todos nós e fazia-nos acreditar em nós mesmos.
— Aluno do 9.ºA, sobre o Prof. Francisco
O Prof. Francisco era de Geografia, mas também tinha criado o clube de xadrez na escola. Deixou aos seus alunos um legado extraordinário de relações que perdurarão na memória do 9.ºA — e até os "ensinou" a descobrir o poder da gratidão, expresso neste cartaz.
Tal como o Prof. Francisco, há muitos educadores que marcam os seus alunos pela forma como se relacionam com eles. O seu exemplo cala fundo. Nem sempre, porém, sabemos expressar a gratidão a esses educadores. Às vezes, só quando partem é que lhes dizemos, já atrasados, o quão eram importantes para nós. Por isso, ensinemos e eduquemo-nos a ser gratos, a tempo e horas, não deixando para depois o "obrigado" que podemos dizer em vida. De todos a todos.

Author
Rui Marques
Diretor Executivo, Relational Lab
