Regressar
No Relational Lab, regressámos hoje. E que sorte é a nossa.
Este é um verbo que devemos conjugar com alegria. Apesar do bom sabor dos dias de férias, em que o tempo anda mais devagar, tornando os dias mais longos e o horizonte mais largo, poder voltar onde se encontra sentido e se acrescenta valor é uma benção.
Como muitas outras coisas da vida, vezes de mais não valorizamos algo até que nos falte. Só perceberemos bem o valor de regressar no dia em que isso não acontecer.
Ainda que, aqui e além, se vislumbrem nuvens, se instale a dúvida sobre o próximo passo, ou se fique aquém do sonhado, voltar é sempre uma oportunidade para escrever alguma coisa do futuro. De recortar as formas com que queremos moldar o nosso existir.
Por isso, agora, que podemos regressar, insufla-se a gratidão por poder voltar a começar. E em cada momento deste retomar, que se saiba esboçar um sorriso.
No Relational Lab, regressámos hoje. E que sorte é a nossa.
(Happiness of returning, Giorgio de Chirico, 1915, Paris. )
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